Vamos começar com um conceito básico quando falamos de irrigação de jardim, seja o vertical, vasos ou jardins: a irrigação deve ser obrigatoriamente de baixo volume. O que significa baixa vazão de aplicação de água e pressões mais baixas.

Mas isso não quer dizer que basta fazer um sistema uniforme atendendo este padrão. Assim como em tudo no paisagismo, a partir deste conceito básico vamos adicionando complexidade no desenho da solução ideal.

Irrigação automatizada em jardins verticais

O jardim vertical está entre os que mais demandam sistema de irrigação automatizado. Algumas informações que você precisa levar em consideração especificamente neste tipo de projeto:

  • A escolha da espécie

Um erro comum na irrigação de paredes verticais é tratar todas as plantas como sendo idênticas. Podemos ter plantas com necessidade de água totalmente diferentes em uma mesma parede. Mas a boa notícia é que existe um recurso que nos permite criar a partir da diversidade: o uso de emissores auto-compensantes.

Os emissores auto-compansantes são aqueles que mantém a vazão de aplicação de água constante, ou seja, ele calibra a quantidade de água que sai dele bem como a pressão. Isto significa que podemos aplicar 4 litros de água em um vaso e em um outro aplicar 12 litros tudo isto em um mesmo intervalo de tempo.

Estes conceitos valem também para soluções de irrigação de vasos que estão fora da parede.

  • A posicão da planta na parede verde

A própria disposição e altura da parede também gera uma necessidade de água diferente devido a fatores de microclima, pois sempre a parte superior da parede necessita de mais água que a parte do meio que, por sua vez, necessita de mais água que a parte inferior. Esta diferença é potencializada pela gravidade, que faz com que as plantas de baixo recebam mais água.

Irrigação de baixo volume para paisagismo

Mas não são só os verticais que apresentam complexidade. De uma forma geral, a melhor opção vai depender do “problema” que você precisa resolver em seu projeto. Para ajuda-lo a entender um pouco as opções disponíveis no mercado, vamos mostrar alguns dos modelos mais usados quando se fala em irrigação automatizada.

O emissor é o dispositivo instalado em uma linha lateral de irrigação e projetado para descarregar água na forma de gotas, de fluxo contínuo ou por microaspersão, em pontos discretos ou contínuos.

Os emissores de baixo volume se dividem em dois grupos:

(1) os pontuais, que envolvem gotejadores e alguns modelos de borbulhadores

(2) os abrangentes, incluindo microsprays, outros modelos de borbulhadores e etc.

Vale ressaltar que além de funcionais, os emissores permitem que seja possível visualizar a água sendo aplicada, mesmo quando grande parte da instalação está enterrada, proporcionando um resultado discreto. Portantao, são bonitos e agradáveis de ver em funcionamento.

Um pouco de cada um deles…

Borbulhadores

Muito usados para pequenos jardins, vasos e jardineiras, são versáteis e estão disponíveis em dois modelos: borbulhador de respingo e borbulhador de sombrinha. Qual a diferença entre eles?

borbulhador de sombrinha

Borbulhador sombrinha: Pode ser utilizado em jardineiras com o objetivo de irrigar várias plantas, mas a sua aplicação ideal é na irrigação de pequenos arbustos, árvores
e plantas isoladas. Seu raio máximo de alcance é menor e sua vazão pontual é
maior. Portanto é recomendando para plantas que necessitam de alta taxa de
aplicação de água e irrigação em pequenos espaços de tempo como jabuticabeiras.

borbulhador de respingo

Borbulhador de Respingo: Lançam a água em forma de pequenos jatos com gotas de maior diâmetro que os sprays. Ideal para uso em jardineiras suspensas, vasos e pequenos jardins. Possuem raio e vazões reguláveis. Esta regulagem é que permite sua aplicação nos jardins e vasos das mais variadas formas e dimensões. Eles possuem a vantagem de formarem vários bulbos disponibilizando água para as raízes das plantas.

Microsprays

Os microsprays podem ser utilizados em pequenos jardins, casas de vegetação, pequenos gramados, pomares e plantios densos. São viáveis em jardins de dimensões maiores de onde são aplicados os borbulhadores, uma vez que possuem maior raio de alcance (até 4 m) e podem ser instalados com maiores espaçamentos entre
emissores. Eles são encontrados em 3 modelos diferentes:

microspray irrigação

Microspray de jato cheio: Emissão de água como se fossem aspersores sprays, porém com vazão baixa e diâmetro de gotas pequeno. Em altas pressões podem
emitir uma névoa e sua aplicação passa a ser para irrigação de casas de vegetação e estufas.

Microspray raiado: Possuem emissão de água em forma de jatos direcionados. Ideal para floreiras e também para maciços de plantas. São os emissores que possuem melhor desempenho para aplicação em
frutíferas e pomares não gramados.

Microspray nebulizante: Exclusivos para nebulização. São ideais para casas de vegetação e estufas. Também indicado para áreas externas onde não temos que nos preocupar com a umidade do chão ou parede. Exemplo: este emissor aplicando água diretamente na primeira linha de vasos melhora muito a irrigação de uma parede viva quando combinado com os gotejadores.

Gotejadores

Como o próprio nome diz, trata-se de um emissor que emite gotas para realizar a irrigação. Sua instalação é realizada de forma a aplicar água diretamente na zona radicular das plantas, podendos ser usados em jardins ou vasos.

Assim como os demais tipos de emissores, eles podem ser encontrados em modelos diferentes:

Gotejador unitário ou botão: São comercializados separadamente ou vendidos já inseridos nas tubulações. É o modelo de gotejador mais indicado para irrigação de vasos e/ou plantas isoladas (arbustos e árvores), dentro de um projeto de paisagismo, e a melhor solução existente para irrigação de paredes verticais com vasos individuais.

Tubo Gotejador: Trata-se de um tubo de polietileno no qual o gotejador está inserido no seu interior, através de uma tecnologia própria. Este tipo de emissor é mais utilizado para irrigação de maciços de pequenos arbustos e forrações vegetais. Um exemplo típico é a irrigação de cercas vivas.

Um detalhe importante sobre os gotejadores, os dois modelos podem ser encontrados com variação em relação a pressão da água: (1) gotejadores autocompensantes: dentro de uma faixa de pressão fornecem a mesma vazão, ou (2) gotejadores regulares: com a variação de pressão há uma variação na vazão.

Todas as opções citadas acima representam um pouco da variedade de soluções que você pode levar em consideração na hora de fazer o seu projeto. A irrigação é sem dúvida um dos principais fatores que irá influenciar no sucesso do jardim a longo prazo. Por isso, é recomendado buscar parceiros que entendam deste processo para encontrar o melhor custo benefício para cada projeto.

Este material foi construído em parceria com a Rain Bird, empresa especializada em soluções de irrigação para uso no paisagismo, na agricultura, mineração e campos esportivos (golf, futebol, tênis). Além de soluções incríveis para as mais diversas demandas de projetos, a empresa assume o papel de desenvolver produtos e tecnologias que usam a água de forma eficiente.

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Um comentário sobre “Irrigação automatizada no paisagismo

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