A capela nasce como um gesto de celebração: um espaço pensado para abrigar as Bodas de Ouro do casal patriarca de uma família cuja história se entrelaça com aquele lugar.
Implantada na chácara onde a vida já acontece, entre encontros, memórias e celebrações, a capela se insere com delicadeza em um talude próximo à casa, protegida e abraçada pela vegetação existente: um flamboyant, jabuticabeiras, um ipê e uma monguba que parecem testemunhar o tempo.
A inspiração vem da Serra do Mar, suas encostas, sua força silenciosa, e a exuberância indomável da Mata Atlântica. Aqui, o talude se transforma em linguagem, e a vegetação, em narrativa.
Volumes vegetais foram desenhados como um abraço. Alguns se elevam, filtrando luz e calor; outros se expandem em densidade, criando camadas de textura, cor e movimento. A paisagem não é apenas cenário, ocupa um papel de presença.
Helicônias surgem entre filodendros, palmeiras e pleomeles. Jabuticabeiras dialogam com alocasias e marantas. Antúrios, escolhidos com carinho, encontram seu lugar ao lado de alpínias e licualas, compondo uma paleta viva e sensorial.
O desenho é orgânico, sem fronteiras rígidas. As espécies se encontram, se misturam, crescem juntas. Nada é estático. Tudo respira.
Crédito Arquitetura: Fabíola Consoni, @fabiolaconsoni_arquiteta
Crédito Fotografias: Autora







