Paisagismo X Violência – por Helena Justo

Desde que iniciei minha carreira como paisagista, ouço que lugares bem cuidados, arborizados e com jardins diminuem a violência. E eu, particularmente, acredito que o paisagismo e a arquitetura têm um papel fundamental na relação da cidade com o indivíduo. Um ótimo exemplo é a transformação de um minhocão abandonado em um belo jardim suspenso, nos EUA, conhecido como High Line.

O contato com a natureza estimula a conexão do ser humano com ele mesmo e gera sensações positivas. Espaços com plantas provocam boas emoções e podem alterar os estados mentais. Uma pesquisa realizada na Universidade de Temple, nos Estados Unidos, mostra que as áreas verdes provocam um efeito calmante e mentalmente restaurador, o que pode inibir comportamentos violentos.

De acordo com o estudo, mais do que ajudar a relaxar, embelezar as cidades e melhorar a qualidade do ar, as árvores, arbustos e parques com vegetação bem cuidada podem ser grandes aliados contra a criminalidade. Nas grandes cidades ajudam a diminuir os índices de furto, roubo e agressão. A vegetação em espaços públicos estimula também a interação social e a supervisão maior da própria comunidade.

Outro estudo da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, mostrou que cidades bem arborizadas fortalecem as comunidades e reduzem a violência doméstica. Revelou também que as crianças se sentem mais seguras para brincar nas ruas e, assim, ficam menos tempo diante do videogame. E ainda afirma que as florestas urbanas são tão importantes e necessárias como ruas, esgotos e eletricidade em uma cidade.

Exemplo de cidade arborizada, diminuindo o impacto árido das grandes construções (Fonte: Google Imagens)

Eu tive uma experiência interessante nesse sentido. Em 2000, fiz um jardim dentro da favela na Praia Grande, conhecida como México 70. Era uma das favelas mais conhecidas na época! Estava sendo toda reurbanizada. Para viabilizar a implantação, usei a mão de obra local e deu supercerto. As pessoas selecionadas para fazerem parte da equipe de jardinagem foram treinadas por mim. Para a comunidade local dei uma palestra sobre como respeitar o espaço público e o que fazer com o lixo. Apesar de ter sido uma tarefa nada fácil, foi prazerosa. O local árido foi transformado e trouxe mais qualidade de vida para os moradores. Eles passaram a cuidar do espaço porque, em geral, as pessoas criam um vínculo afetivo com aquilo que elas mesmas produzem.

MAIS SEGURANÇA

Em uma entrevista para AUE Soluções, o Cel Roberson Bondaruk, autor do livro A Prevenção do Crime através da arquitetura urbana, fala que o paisagismo é fundamental para os espaços urbanos, porque os tornam mais agradáveis, saudáveis e bem aproveitados pela comunidade. E espaço urbano mais bem utilizado pela comunidade é sinônimo de espaço urbano mais seguro.

O coronel ressalta que as praças apenas com campos gramados são monótonas e pouco frequentadas. Resultado: são mal utilizadas ou depredadas. E ainda revela dados importantes. “Em uma pesquisa, 71% dos criminosos entrevistados afirmaram preferir assaltar casas cercadas por muros, pois segundo eles podem se aproximar sem serem vistos. Depois que estão dentro da residência, conseguem agir com mais tranquilidade já que vizinhos e passantes não podem ver o que acontece”.

Na entrevista, ele destaca também detalhes importantes na hora de fazer um projeto de paisagismo e arquitetura:

  • As árvores e construções devem estar em harmonia com a iluminação para não criar sombras e locais de emboscada.
  • As áreas verdes precisam de boa manutenção para que o crescimento excessivo das árvores e plantas não gere sombras e locais de esconderijo ou passe imagem de decadência urbana.
  • As árvores devem ter galhos baixos com cerca de dois metros de altura e os arbustos precisam ser aparados e ficar com 1 metro de altura para melhorar a visibilidade no local.

BOAS ESCOLHAS

Ao criar e provocar emoções e sensações, o paisagismo transforma o comportamento de cada indivíduo. O efeito das árvores em uma cidade diminui o stress e cria pessoas mais gentis.

Compare um bairro arborizado e um árido. Em que local você se sente melhor? Certamente no arborizado, por isso acredito que se plantarmos mais árvores e criarmos mais espaços públicos com vegetações despertaremos melhores sensações e emoções. E isso pode diminuir a violência.

Uma boa ideia é usar plantas que exalam perfume nos jardins. Em seu livro Os olhos da pele – a arquitetura e os sentidos, Juhani Pallasmaa diz que a memória mais persistente de um espaço é, na maioria das vezes, o cheiro.

Outro jardim que podemos fazer é o sensorial com plantas de diferentes cores, texturas, odores e sabores, como as frutíferas e as ervas aromáticas, que despertam sentimentos positivos.

Por essas e muitas outras razões, que tal pensarmos cada vez mais no paisagismo como uma forma de tornar as cidades mais humanizadas e seguras?

Conexões verdadeiras – na internet ou fora dela – por Chris Lara

A capacidade de reconhecer o outro e estabelecer com ele uma relação de verdade e confiança é um dos elementos que nos faz humanos. Mas nesse mundo digital em que vivemos – com nossas vidas profissional, social e até íntima expostas na internet – essa questão tão elementar parece muitas vezes esquecida.

É comum, nas redes sociais, deparar com interações que soam falsas ou superficiais, como é o caso da corrida por seguidores e curtidas. Um movimento que muitos fazem de forma mecânica, visando driblar o algoritmo da plataforma que promove os perfis exclusivamente para ganhar visibilidade.  

Mas tem muita gente ficando cansada desse tipo de coisa e já opta por concentrar suas relações no mundo real. É o caso dos Nativos Sociais, pessoas que escolhem ficar fora das redes sociais com o propósito de explorar o “olho a olho” e se libertar das notificações urgentes. Um caminho que ganha cada vez mais adeptos.

Digital, porém verdadeira

Mas se você ainda aposta no ambiente virtual como vitrine para o seu trabalho e espaço para construção de redes de relacionamento, saiba que dá, sim, para criar conexões verdadeiras na internet.

Vamos pegar como exemplo esse canal, o Papo de Paisagista, uma iniciativa que conecta pessoas de diversos locais do país, em diferentes plataformas, tanto virtuais (whatsapp, blog, Instagram), como físicas (eventos, visitas técnicas, etc). Esse encontro só acontece pela conexão de propósito e afinidade dos participantes, que neste caso é o conhecimento em torno do tema paisagismo. A partir daí nascem parcerias e até mesmo novas amizades.

Tenho vivenciado isso no dia a dia do perfil @jardimavista no Instragram. Aos poucos fui construindo diálogos com pessoas que dividem o mesmo interesse, algumas conversas viraram encontros profissionais sérios e até amizades.

Existe potencial para conexões reais no universo digital, baseadas em admiração e respeito. Mas é importante frisar que essa relação não deve ser silenciosa. Ela se manifesta através de comentários, feedbacks, e sim, curtidas reais. Se você ainda não exercita essa conversa virtual, experimente incrementar a sua atuação se relacionando com perfis com os quais se identifica. Abra o caminho para uma relação de mão dupla, o resultado é natural e pode te surpreender.

A relação e a conexão verdadeira é sempre o melhor caminho. Pensando assim você tem muito mais chance de se conectar com pessoas que dividem a mesma opinião.  Entre abandonar o jogo ou se entregar totalmente, aposte no caminho do meio.

Bromélias e mosquitos da dengue – por Gabriel Kehdi

Afinal, bromélias são ou não criadouro do mosquito da dengue? Para trazer luz sobre essa questão, vamos para dentro das pesquisas científicas.

(imagem: Ric Reed/ pixabay)image.gif

Primeiro, vamos entender um pouco mais sobre as bromélias. As bromélias ocorrem quase exclusivamente nas Américas, havendo apenas um grupo de ocorrência no continente africano. De todas as espécies de bromélias, cerca de 36% fazem parte da flora brasileira, sendo um grupo de plantas com bastante representatividade para o país.

(imagem: Falco/ pixabay)

Há uma grande diversificação de formas nas bromélias. Elas podem ser terrícolas (ou seja, crescem na terra), podem ser rupícolas (crescem nos trincos de rochas), ou podem ser epífitas (crescem apoiadas em árvores – não são parasitas, somente se apoiam nos troncos). Há desde espécies com folhas rígidas, típicas de ambientes secos, até plantas de folhas delicadas, em forma de cuias, com capacidade de armazenar água da chuva. E essas bromélias capazes de armazenar água são o foco do nosso artigo.
O conjunto dessas “cuias” formadas pelas folhas recebe o nome de tanque. Esse tanque é responsável por manter a bromélia nutrida e hidratada e é um micro ecossistema complexo que abriga uma gama de seres vivos, como rãs e pererecas, plantas carnívoras, algas, aranhas, insetos, entre outros. Vale destacar que nem todas as bromélias possuem tanque.

(imagem: tangmo_ok/ pixabay)

Entre os muitos seres vivos que compartilham o tanque das bromélias estão os mosquitos. Muitas espécies de mosquitos que vivem nesse ambiente são nativas e não representam perigo para a população. Outras, como o mosquito da dengue, levantam preocupação sobre o costume dessas bromélias em acumular água. E adiantando a informação, mosquitos da dengue podem de fato se reproduzir em tanques de bromélias. Mas calma, há uma boa notícia.

Sabemos que o mosquito da dengue gosta de se reproduzir em água limpa e parada. Os surtos de mosquito da dengue em várias cidades brasileiras estão diretamente relacionados com o lixo, com a ausência de limpeza urbana, e com o esforço incipiente da população e das gestões públicas. O mosquito da dengue se reproduz em água parada de pneus, caixas-d’água, calhas, tambores, entre outros materiais capazes de acumular água da chuva, o que infelizmente inclui nossas amadas bromélias (cultivadas e espontâneas).

Mas a boa notícia vem agora: em diversas pesquisas realizadas sobre a ocorrência de mosquitos da dengue em bromélias, foi verificado que apenas uma porcentagem muito pequena de larvas do mosquito da dengue se encontrava em bromélias. De maneira geral, as pesquisas apontam que as bromélias não são um criadouro preferencial do mosquito da dengue. Por mais que as larvas possam se desenvolver em uma bromélia, a grande preocupação das ações de controle deve estar voltada para a limpeza urbana e fiscalização de residências.

Em uma notícia publicada na página do UOL Notícias, destaca-se: “A incidência do mosquito nas plantas que acumulam água foi estudada em 2007 pelo Instituto Oswaldo Cruz. No período de um ano, foram encontradas 2.816 formas imaturas de mosquitos [de diversas espécies] nas 156 plantas de dez espécies do bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Dessas, só 0,07% correspondiam ao Aedes aegypti e 0,18% ao aedes albopictus” (espécies transmissoras da dengue).

Com esse estudo do Instituto Oswaldo Cruz fica claro que o mosquito da dengue não tem preferência na busca de bromélias para colocar seus ovos. 

Claro que o combate à dengue deve ser feito em todas as frentes, afinal, é da nossa saúde que estamos falando. Por isso precisamos manter nossas bromélias sob vigilância (e não ataque). Vamos às soluções para o cultivo de bromélias para também protegê-las contra o mosquito da dengue.

Há algumas tentativas aflitas de manter o mosquito longe das bromélias, como o uso de água sanitária, areia, ou furar as folhas. Todas essas alternativas podem prejudicar muito a planta, podendo matá-la.

Uma pesquisa feita em conjunto pela USP e Secretaria do Estado da Saúde do Paraná mostrou que adicionar palha de madeira no tanque das bromélias cria um impedimento mecânico contra o mosquito da dengue. A pesquisa mostrou que esse método de controle é promissor, já que nenhuma das bromélias tratadas dessa forma foi alvo do mosquito da dengue, mesmo numa região com índice crescente do mosquito. A palha de madeira é um material facilmente encontrado como resíduo de marcenaria, atuando como uma ótima proteção para a planta.

(Imagem: Nancy McNamara/ pixabay)

Como uma alternativa à palha de madeira, é possível adicionar fibra de coco fina nos tanques das bromélias para evitar a aproximação do mosquito. A fibra de coco pode ser facilmente encontrada em lojas de jardinagem. Triturado de restos de poda também pode ser utilizado, desde que as partículas não sejam muito finas (o pó de madeira pode se decompor com rapidez, causando podridão na planta e sendo ineficaz contra o mosquito).

(Imagem: Gabriel Kehdi)

É muito importante manter as bromélias sob atenção constante. Se utilizarem palha de madeira, fibra de coco ou triturado de poda entre as folhas das bromélias como alternativa de impedimento do mosquito, verifiquem sempre se é necessário reforçar a aplicação. É PRECISO FAZER MANUTENÇÃO DA PALHA SEMPRE.

As bromélias são nossas amigas, e por isso também precisamos ajudá-las contra o mosquito da dengue.

Depois de ler esse artigo, não esqueça de dar atenção redobrada para as bromélias: para apreciá-las e verificar se está tudo sob controle.

Bom plantio!

Referências:
http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Bromelias_Bianca_Moreira.pdfhttps://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/03/03/na-briga-contra-o-aedes-botanicos-alertam-deixem-as-bromelias-em-paz.htm?cmpid=copiaecolahttps://pdfs.semanticscholar.org/e0a6/cc22d770c0390d98702c85339b4a70aaf007.pdfhttp://www.producao.usp.br/bitstream/handle/BDPI/13429/art_SILVA_Protecao%20de%20Bromeliaceae%20para%20evitar%20a%20formacao%20de%20criadouros_2008.pdf?sequence=1http://abes-dn.org.br/publicacoes/rbciamb/PDFs/19-07_Materia_5_geral_artigos271.pdfhttps://www2.ib.unicamp.br/profs/eco_aplicada/revistas/be300_vol2_4.pdfhttp://www.scielo.br/pdf/csp/v33n1/1678-4464-csp-33-01-e00071016.pdfhttp://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v38n3/24001.pdf

Sazonalidade no paisagismo – um olhar além da estação – por Chris Lara

Calendário vetor criado por pikisuperstar – br.freepik.com

Trabalhar com paisagismo é aproximar as pessoas do tempo da natureza, um tempo que carrega a sensação de vagarosidade e calmaria. Sem perder de vista esse valor essencial da relação homem x natureza, é possível potencializar oportunidades de negócio olhando um pouco mais para o funcionamento do tempo dos homens. Mais especificamente, para fatores sazonais que movimentam o mercado.

Podemos relacionar a sazonalidade de mercado a diferentes aspectos: clima, estações, calendário escolar, datas comemorativas e até mesmo crises diversas (econômicas, hídricas, políticas). Em todos esses casos, ela indica possíveis variações de demanda por produtos e serviços dentro de um determinado período de tempo.

Variação essa, que pode impactar diretamente o faturamento de um negócio, seja de forma positiva, gerando novas oportunidades, ou no pior caso, negativamente.

Será que os profissionais de paisagismo podem tirar proveito dos aspectos sazonais que vão além da relação das plantas com as estações. Muito provavelmente, sim. Algumas vendas ou contratação de serviço podem surgir em datas como o fim de ano, que se aproxima.

O apelo aqui não é exclusivamente comercial, pelo contrário, ele pode estar muito mais ligado ao bem estar gerado nos encontros e confraternizações. Quem não gostaria de ter a casa linda e bem florida para receber os amigos? Que tal substituir as árvores de plástico por arranjos criados de forma cuidadosa com plantas ornamentais?

Sazonalidade exige planejamento

Seja no fim do ano, na primavera ou em qualquer outra brecha extra que o calendário oferece, para aproveitar melhor todas as oportunidades de venda criadas pela sazonalidade você deve se preparar com antecedência.

Para isso é importante planejamento de ações de marketing. A sugestão é que você crie um calendário com campanhas temáticas e constantes. A partir dele você deve planejar quais as ferramentas de comunicação irá usar para interagir com o seu público, preparar estratégias de preço (caso caiba alguma diferença em relação ao tradicional) e, em alguns casos, se atentar também para questões relacionadas a estoque e capacidade de atendimento.

Vale ressaltar que nem todos os produtos ou tipos de serviços precisam entrar neste planejamento. Essa pode ser a oportunidade de trabalhar com coisas pontuais, como por exemplo, uma consultoria de paisagismo ou a venda de peças para presente e decoração. Dessa forma você consegue gerar oportunidades preservando o resto do seu negócio.

A estética de pisos – por Vitoria Davies

O piso é um dos mais importantes elementos construtivos de um jardim, e um dos que mais me fascinam no paisagismo. Acho a combinação acertada de materiais e a criação de desenhos incomuns uma arte, como a pintura, a escultura… Assim como nas línguas, onde, a partir de um número finito de elementos (as palavras), pode ser construído um número infinito de frases, o mesmo se aplica à elaboração de pisos: são possíveis variações infinitas a partir de um número finito, embora vasto, de materiais: pedra, madeira, tijolo, seixo, pedrisco, grama, cerâmica, azulejo, mármore, placas cimentícias, porcelanato, ardósia, entre outros. Com eles, ou pela combinação deles, pode-se criar uma infinidade de “linguagens” – mais padrão, mais rústica, mais rebuscada etc., ou “linguagens” que se destacam pelo inusitado de suas formas e/ou de suas combinações.
Obviamente é importante aliar a estética à segurança em áreas molhadas, escolher revestimento apropriado para onde o tráfego será mais pesado, levar em conta o período arquitetônico da casa ou prédio ao escolher o piso etc., mas minha intenção aqui é focar somente na estética de pisos, exemplificar a multitude de possibilidades, apresentar criações bastante originais, reservando questões mais técnicas para outro momento.
O tipo mais comum de piso seria aquele em geral composto de um único material, do mesmo formato, tamanho e cor, e com paginação padrão: por amarração, alinhada, diagonal, dama, espinha de peixe, escama de peixe.

Padrão por amarração – Via Pinterest

A mistura de dois ou mais materiais permite a criação de pisos mais interessantes. Tende a ser consenso que se deve usar no máximo três tipos de material – ou quatro, em áreas mais extensas – para evitar uma certa poluição visual.  
A paginação abaixo, combinando madeira de demolição com seixos, deu um aspecto rústico e aconchegante a este piso:

Via Pinterest

Por outro lado, mesmo com um único material e a usual forração de pedriscos, pode-se inovar usando-o em formatos ou tamanhos diferentes:

Via Pinterest
Via Pinterest

O uso de um mesmo material em tonalidades diferentes, com formas diferentes ou não, faz com que o piso se destaque:

Piso criado por Burle Marx para a mansão da família Moreira Salles. Foto: Acervo pessoal
Via Pinterest

O muito comum piso com pedras irregulares, no estilo crazy paving, fica mais original quando composto de placas ou pedras bem maiores que o usual, ou entremeados com pequenos desenhos formados por seixos:

Via Pinterest
Via Pinterest

Juntas de grama, seixos ou pedriscos em pisos de madeira, pedras, placas de cimento etc. tornam o ambiente mais aconchegante:

Via Google

Os seixos ou pedras decorativas de tonalidade mais escura podem trazer maior elegância quando combinados com material mais claro e contrastando com o verde das plantas:

Via Pinterest

Não há limites para as inovações, como se vê a seguir, onde, a partir de uma paginação padrão, foi criado um desenho especial com o uso de grama:

Via Pinterest

Abaixo, foram usados fundos de garrafas como piso. Vale como inovação, mas provavelmente arrisca-se cair quando eles estiverem molhados… E não seria recomendado andar de salto alto fino sobre eles…

Via Pinterest

Os pisos mais rebuscados apresentam desenhos intrincados, como os pisos marroquinos ou aqueles formados por seixos de diferentes tamanhos e cores, ou por pedras portuguesas de duas ou mais tonalidades:

Piso marroquino. Via Pinterest
Piso com pedras portuguesas. Via Google
Piso com desenho formado por seixos. Via Pinterest.

Seguem alguns exemplos que primam pela originalidade, além de demonstrarem a infinitude de “linguagens” que podem ser criadas com o número finito de materiais existentes:

Via Pinterest
Via Google

Em resumo, os pisos mais impactantes tendem a ser aqueles que apresentam um belo contraste de materiais, cores, e/ou formas e formatos, com perfeito equilíbrio entre eles, compondo desenhos especiais.

Piso em Great Dixter, Inglaterra. Foto: @ulamarija

A veia verde e empreendedora – por Chris Lara

Que todo paisagista tem um sangue verde, isso a gente já sabe. Mas será que todos têm também em suas veias o sangue empreendedor?

Os empreendedores são comumente identificados como pessoas que carregam alguns traços de personalidade, hábitos e pensamentos característicos. Nessa lista costumam aparecer aspectos como:

Coragem: Que no mundo dos negócios também pode ser interpretado como gostar de correr riscos calculados. Ou seja, é preciso estar disposto a assumir riscos moderados e responder por eles, baseando-se sempre em planejamento.

Inquietação: A mente criativa, que busca novas soluções, não é uma mente acomodada. Este perfil gosta de aprender e criar coisas diferentes. A inquietação vale também para a forma como percebe o mercado, sempre em movimento, e se prepara para oferecer novos produtos e serviços.

Persistência: Nem sempre a primeira ideia vai dar certo. Muitos dos empresários de sucesso hoje já fecharam empresas um dia. Por isso, faz parte do mindset empreendedor desenvolver a habilidade de enfrentar obstáculos e buscar alternativas diferentes para alcanças suas metas. Quanto mais claro for seu propósito e objetivo final, mais natural vai ser o processo de seleção de ideias.

Gostam de se conectar: A grande maioria dos empreendedores de sucesso não são bem-sucedidos sozinhos. Eles constroem estratégias para conseguir apoio para seus projetos e buscam se relacionar com pessoas chave para seus objetivos.

Porque cultivar o seu lado empreendedor

Parte do desafio de criar um negócio sólido passa pela evolução constante. Desenvolver novas habilidades e competências é uma forma de assumir o papel de liderança da sua carreira.

Esse é um convite para você cultivar o seu lado empreendedor. Se ele estiver adormecido, oxigene e adube o terreno, introduza novas sementes e deixe florescer.

7 erros que você não pode cometer ao decidir ter um Jardim Vertical – por Lilian Casagrande

Os jardins verticais vieram para ficar. Bonitos e funcionais, chamam atenção e valorizam qualquer espaço. Se você deseja ter um, precisa estar atento para não cometer os erros abaixo e garantir a viabilidade do seu!

Jardim de Patrick Blanc – Village De La Péronne, Miramas – fonte: https://www.verticalgardenpatrickblanc.com/node/6947

1. Não investir em um estudo específico.
Planejamento é fundamental para ter um jardim vertical duradouro. Um bom projeto, feito no momento certo, é essencial para gerar a maior economia financeira possível e deve prever não só o custo de implantação, mas também de manutenção.

Se houver essa possibilidade, evite o erro clássico de buscar o paisagista no início ou somente ao final da obra. Tente começar o estudo enquanto o projeto de arquitetura ou interiores ainda está sendo desenvolvido. É nessa fase que os itens abaixo serão previstos e alinhados com todos os profissionais envolvidos, inclusive a escolha da melhor parede a ser utilizada, evitando as dores de cabeça de ter que quebrar tudo depois de pronto – ou até desistir de vez do sonho.

2. Não escolher o sistema construtivo ideal para o seu espaço.

Jardim vertical em varanda de apartamento – Projeto e obra por Lilian Casagrande.

Hoje temos uma série de técnicas construtivas disponíveis no mercado e será preciso escolher uma dentre elas. Confie em mim: essa escolha não começa pelo preço!!

São muitos os fatores que influenciam – peso final da estrutura com plantas molhadas, insolação, ventos, dimensões, sistema que retém mais ou menos a água, que permite trocas de vegetação com mais facilidade, que proporciona mais espaço para raízes (melhor desenvolvimento e durabilidade das plantas), durabilidade da estrutura, custo de construção, manutenção, entre outros.

Questione seu paisagista sobre as vantagens e desvantagens de cada um antes de definir o ou os viáveis. Só então você poderá analisar preços.

3. Não prever ponto de água próximo.
A irrigação dependerá de um conjunto de fatores, mas saiba que há situações que pedem rega todos os dias, mais de uma vez por dia. Já pensou no grau de dificuldade se não tiver nem uma gota de água por perto? É melhor se certificar de que é possível ter um ponto de irrigação ali.

Caso não haja, há opções de sistemas fechados – ainda assim você precisará repor a água de tempos em tempos.

Obs.: Em alguns casos também pode ser necessário um ponto de elétrica para instalação de bombas – fique atento e consulte um paisagista e um profissional de irrigação.

4. Acreditar que não precisa de um sistema de irrigação automatizado.

Finalização de plantio em jardim vertical com sistema de blocos cerâmicos, com canos de irrigação automatizada a serem encaixados por cima da vegetação após o plantio – registro de obra – projeto e obra por Lilian Casagrande.

“Ah, mas meu jardim é pequeno! Eu consigo regar.”

Não caia nessa cilada! É óbvio que para jardins grandes a irrigação automatizada é necessária, mas, acredite, nos pequenos também. Claro, não estou falando daqueles realmente pequenos e mais simples do tipo faça você mesmo com 10 a 20 vasos. Estou falando daqueles densos, que “fecham” a parede visualmente, ou seja, os que demandam certo investimento financeiro.

Um jardim desses pode parecer pequeno, mas a quantidade de mudas é razoável e a área a ser molhada também. Por mais que a sua disposição para regá-lo seja grande, lembre-se que você pode não estar sempre tão disponível quanto acredita e que falhas podem acarretar na perda de mudas (tanto a falta quanto o excesso de água podem ser fatais!).

Imagino que você não vai querer correr o risco de perder boa parte – ou tudo – em pouco tempo e ter que gastar mais para refazer. Diante disso, acredite, o investimento em um sistema automatizado é um valor pequeno a se pagar para garantir sua liberdade e tranquilidade, além da durabilidade do seu jardim!

A automação traz ainda outros dois benefícios: ela distribui igualmente a quantidade de água que suas plantas precisam, minimizando desperdícios, e ela pode incluir um sistema injetor de adubo líquido, o que facilita a manutenção.

5. Acreditar que um jardim vertical se mantém sozinho e não precisa de manutenção.
Por mais que alguns sistemas gerem menor necessidade de manutenção, ela sempre existirá! Toda planta precisa de adubação, poda e controle de pragas e doenças.

Uma vez que as plantas estão em espaços confinados, os nutrientes acabam mais rapidamente do que no solo, por isso precisam ser repostos sempre. A deficiência de nutrientes poderá colocar todo o seu jardim em risco, uma vez que as plantas poderão definhar até a morte ou, no mínimo, ficarão mais sujeitas aos ataques de fungos, pragas e doenças.

As podas garantem um aspecto visual mais agradável, além de evitar que uma muda sufoque a outra. Também são necessárias para a retirada de partes doentes e de flores e folhas secas.

Por último, entenda que fungos, pragas e doenças aparecerão. Plantas debilitadas são o alvo mais fácil, mas as saudáveis também podem ser atacadas, por isso é preciso fazer um controle constante.

6. Não prever o escoamento da água da rega.

Jardim vertical suspenso com sistema de vasos e moldura metálica com calha e irrigação automatizada – projeto e obra por Lilian Casagrande

Você instalou o sistema de irrigação pensando que não haveria desperdício de água? Bom, não é exatamente assim. Desperdício zero não existe. A água vai descer pela parede e pelas folhas e vai molhar o piso, não tem jeito. Por isso, não se esqueça de garantir a existência de um ralo por perto, ou um meio de conter e direcionar ou coletar essa sobra de água.

7. Querer ter o seu jardim em lugar sem iluminação natural adequada.
Existem plantas que pedem iluminação indireta, mas não acredite que será viável ter um jardim lindo e saudável longe da luz natural, onde nem você sobreviveria se não pudesse se mover.

Sim, existe iluminação específica que substitui a luz do sol, mas esse artigo se aplica aos casos comuns e um sistema desses exige um estudo específico envolvendo outros profissionais, além de um investimento maior. Se esse é o seu caso e você tem condições, sem problemas! Mas se não for, melhor não insistir e repensar o local de instalação.

Fonte: Juliana Freitas Paisagismo

Jardins verticais são uma ótima solução urbana, mas, como você deve ter percebido, são cheios de detalhes para terem sucesso, e a ideia é que qualquer jardim traga alegria e não dor de cabeça.

Meu conselho é: siga essas dicas, mas não se esqueça que outros pontos deverão ser analisados e serão particulares de cada projeto, por isso, contrate sempre um profissional de confiança que faça essa análise, tire todas as suas dúvidas e, se for o caso, proponha alternativas para que você possa ter sempre muito verde por perto!

Contrato de prestação de Serviços – por João Jadão

Dia desses me deparei com o banner abaixo, e imediatamente pensei:  a Vidente Morgana traz o amor impossível, e garante em contrato!!

Lembrei que um dos pedidos aqui do Papo de Paisagista era falarmos sobre contrato, então aí vai…

O Contrato de Prestação de Serviços é o instrumento que vai formalizar o negócio jurídico firmado entre as partes, onde o prestador se obriga a realizar alguma atividade em troca de uma remuneração do tomador.

Ali se asseguram os direitos e deveres assumidos pelas partes, e portanto quanto mais detalhado, melhor.  Se traduz em uma garantia para quem está contratando e para quem está sendo contratado.

As principais Cláusulas de um contrato são:
Qualificação das partes – O objeto do contrato – As obrigações do Contratado e Contratante – Preço, condições e prazo de pagamento – Reajuste – Vigência – Rescisão – Multa e penalidades – Assinatura de ambas as partes e de testemunhas.

É claro que o ideal é consultar um advogado para a confecção de um contrato que atenda suas necessidades e que seja juridicamente válido.

Dependendo da natureza dos serviços, se é projeto, execução ou manutenção de jardim utilizo contratos mais simplificados ou um pouco mais complexos.

A ANP – Associação Nacional de Paisagismo oferece aos seus associados uma assessoria jurídica que pode sanar suas dúvidas.

E claro, também podemos trocar informações e contratos entre nós. 

Se até a vidente está garantindo seu serviço em contrato, porque nós paisagistas não vamos garantir ?

Amazônia e sua riqueza nas florestas de várzea – por Fátima Orlandi Junqueira

Dando continuidade ao tema Amazônia abordado na coluna anterior, irei hoje elencar outras espécies vegetais que vi por lá e que ocupam a floresta fluvial alagada, especificamente as matas de várzea. Estas florestas são planícies inundáveis invadidas por enchentes sazonais, onde encontramos árvores de médio e grande porte como embaúbas, sumaumeiras e copaíbas e alguns tipos de palmeiras como o açaí, o buriti e a pupunha.

Fonte: acervo pessoal

1- Cecropia (embaúba)

Fonte: Google

Existem várias espécies do gênero Cecropia, presentes em quase todos os biomas do território brasileiro além da região Amazônica.

Característica geral da espécie: Árvore perenifólia, altura de 4-15 m (dependendo da espécie) e floresce de agosto a novembro (depende da espécie). Árvore muito bela em virtude de sua folhagem prateada e seus frutos são muito apreciados pela fauna.
Uso: A madeira é leve, empregada para confecção de brinquedos, caixotaria e polpa celulósica. Tem rápido crescimento. É uma espécie importante nos
reflorestamentos de áreas degradadas de preservação permanente e no paisagismo por apresentar qualidades ornamentais.

2 – Ceiba pentandra (sumaúma)

Fonte: Google

Característica geral da espécie: Árvore decídua com porte gigantesco, altura de 30-40 m e floresce de agosto a setembro com a planta quase totalmente despida de folhagem;
Uso: A madeira é leve, e é empregada na construção de embarcações, compensados e produção de celulose. A pluma que envolve as sementes é utilizada na confecção de boias e salva-vidas, para enchimento de colchões e como isolante térmico. Das sementes extrai-se um óleo que é comestível e que serve para a fabricação de sabões e lubrificantes e usado em iluminação. A torta das sementes serve de ração para animais e também como adubo.

3 – Copaifera langsdorffii (copaíba)

Fonte: Google

Característica geral da espécie: Planta decídua ou semidecídua, altura de 10-
15 m e floresce de dezembro a março, suas sementes são bem disseminadas por pássaros;
Uso: A madeira é pesada, indicada para construção civil, para vigas, caibros,
lambris, assoalhos e etc. Fornece o óleo de copaíba que é terapêutico; o bálsamo é a seiva extraída mediante a aplicação de furos no tronco até atingir o cerne. É uma alternativa nos reflorestamentos de áreas degradadas de preservação permanente e na arborização rural e urbana.

4 – Palmeira Euterpe oleracea (açaí)

Fonte: Google

Característica geral da espécie: A palmeira cresce em touceiras e pode atingir até 20 m de altura. Floresce e frutifica durante todo o ano com predominância nos meses de julho a dezembro;
Uso: Seu fruto tem grande valor na indústria de alimentos e bebidas.

5 – Palmeira Mauritia flexuosa (buriti)

Fonte: Google

Característica geral da espécie: A palmeira cresce isoladamente ou em comunidades e exige abundante suprimento de água no solo. Espécie de porte elegante e pode atingir até 35 m de altura.
Uso: Têm várias utilidades, as suas folhas são usadas na fabricação de cordas, as raízes na medicina popular e o tronco para produção de canoas. Sua semente, a amêndoa, é comestível e a polpa é utilizada na produção de licores, vinho, doces e etc.

6 – Palmeira Bactris gasipaes (pupunha)

Fonte: Google

Característica geral da espécie: Esta palmeira tem rápido crescimento e cresce em touceiras, sendo seu caule central espinhoso. Espécie que pode atingir até 20 metros de altura.
Uso: O fruto quando cozido é um alimento com alto valor nutritivo, além de fornecer o palmito, uma iguaria valiosa com grande aceitação no mercado.

Isso foi um pouco mais da riqueza natural extraordinária dessa região, já que mostra o valor desse ecossistema, no qual cada espécie desempenha sua função vital para o equilíbrio dele. Irei divulgar outras espécies vegetais ao longo do tempo quando retornar esse tema no blog.

Vale lembrar que muitas palmeiras, árvores, espécies vegetais que contém
substâncias para uso medicinal são muito pouco utilizadas para o paisagismo, e conhecendo melhor suas características podemos introduzi-las diversificando e valorizando esta vasta vegetação nativa.

Fonte: acervo pessoal

Quando olhamos a floresta de perto percebemos quão pequenos somos frente a toda essa exuberância, e devemos ter a certeza que é o nosso dever lutar para impedir que ações antrópicas coloquem em risco a integridade dos ecossistemas e os direitos coletivos de seus habitantes. É imprescindível utilizar a floresta de forma racional, renovando-a com as mesmas espécies nativas, preservando as regiões de santuários de flora e fauna a fim de manter o equilíbrio ecológico, o regime de chuvas, e todos os benefícios que repercutem em função de sua existência plena. Vamos nos engajar em ações que visem esse propósito. Essa luta é de todos nós! Até a próxima!

Que tipo de cliente você atrai? por Chris Lara

Assistindo a uma palestra de um paisagista famoso na internet, fiquei surpresa quando ele disse: “A cliente era muito cafona e me pedia coisas que não poderia atender”. Detalhe: ele estava ali apresentando projetos que considera de sucesso em sua carreira. Aquilo me fez pensar. Se o estilo dos dois, profissional e cliente, é tão diferente, será que o resultado final do trabalho vai agradar a ambos?

Casos como esse podem indicar que tem alguma coisa errada na comunicação e no posicionamento de imagem construído pelo profissional para sua marca. Para evitar esse tipo de situação, esses conceitos precisam ser levados para diversas dimensões que envolvem a construção de identidade da sua marca e a forma como deseja se posicionar no mercado.

Essas dimensões envolvem desde questões físicas — como o logotipo, a identidade visual, o conteúdo e a forma de apresentação de uma proposta — até a história que você conta em todos os pontos de contato com o seu público, seja pessoalmente ou no meio digital.

São esses elementos que tornam a sua marca tangível e fazem as pessoas quererem se conectar com você e contratar seu serviço.

Uma boa identidade de marca deve:

1 – Mostrar ao mercado quem você é:
Apresentar sua bagagem, experiência prévias, o estilo do seu trabalho, um pouco dos seus gostos e interesses.

2 – Indicar como resolve os problemas que seus clientes apresentam:
Isso envolve uma explicação prática sobre a forma como atende seus clientes e como busca oferecer uma boa experiência durante o processo. Quando um cliente te contrata, o resultado final do projeto é o mínimo que ele espera. A experiência toda (antes, durante e depois) é muito importante e pode ser o ponto que vai te diferenciar e gerar fidelização e recomendações.

3 – Transmitir como você quer que as pessoas se sintam ao escolher o seu serviço:
Nesse caso, nada melhor que o depoimento dos próprios clientes.

Se você não quer fazer projetos para pessoas que tem o estilo muito diferente do seu, precisa deixar isso claro de alguma forma na sua mensagem. Mas se está disposto a diversificar seu portfólio, insira essa flexibilidade na sua mensagem. Talvez não pareça, mas quem você atrai como cliente é responsabilidade sua.