Quarentena, o despertar para o que faz sentido – por Helena Justo

Essa quarentena trouxe reflexões e certezas para a minha vida. Nos últimos 50 dias de isolamento, passei por várias experiências que me conectaram ainda mais com o meu lado espiritual. Meditei com frequência, busquei o autoconhecimento e apliquei reiki à distância. Uma das certezas que vou carregar daqui pra frente é que desejo cultivar cada vez mais as boas parcerias. Sempre achei que o Sol nasce para todos, que cada profissional tem seu espaço, que todos nascemos para brilhar. Nesse cenário, portanto, não há espaço para competição entre os profissionais e sim troca de experiências, trabalho colaborativo e soma de conhecimentos.

Em total sincronicidade com essa certeza, na semana passada, a minha amiga paisagista e parceira de trabalho Aline Famá, me falou sobre SORORIDADE, um conceito que tem sido muito divulgado e defendido.  De uma forma bem simplificada, significa a solidariedade e união entre as mulheres que partilham dos mesmos objetivos e propósitos. No início achei que fosse um movimento feminista, mas não é… vai muito além. É o caminhar de mãos dadas para um bem maior.

Alguns exemplos? Iniciativas de clientes, como o projeto Mulheres Empreendedoras da Luiza Helena Trajano para fomentar o empreendedorismo feminino e o projeto Olhar do Sertão, que ajuda as mulheres rendeiras. E, foi por causa desta sororidade, que a Aline me convidou no final do ano passado para desenvolvermos juntas o projeto de um Jardim Sensorial. E é com ela também que darei continuidade a este papo de hoje.  

Foto: Juliana Freitas

De forma colaborativa, unimos forças. Cada uma com sua expertise! Conseguimos criar um ambiente bonito, convidativo e ao mesmo tempo funcional. Nossa preocupação foi viabilizar as necessidades e preferências dos moradores em um espaço com apenas 30 m².

Sensações por toda parte

Fonte, jardim vertical, forno de pizza, ervas e muitas vegetações… esses foram os pedidos dos moradores.

Acolhemos o desejo do cliente e fomos um pouco além. Conseguimos envolver neste projeto os quatro Elementos da Natureza e despertar os cinco sentidos dos moradores. A ideia foi criar sensações e emoções agradáveis por meio de experiências que ligam o corpo, a mente e o espírito.

Vejam o antes e o depois do ambiente:

Fotos: Aline Famá
Foto: Aline Famá

Para alcançar o resultado desejado, abrimos canteiros no piso, repaginamos a churrasqueira, escolhemos um revestimento único para o piso, bancada, churrasqueira e forno de pizza, incluímos azulejo hidráulico, iluminação de jardim e colocamos um pergolado para dar abrigo nos dias de chuva e servir de suporte para a trepadeira florífera. 

E vocês devem estar se perguntando: Por que esse ambiente foi denominado jardim sensorial? É simples! Quando os moradores saem no quintal, automaticamente os 5 Sentidos ficam bem aguçados ao serem associados aos 4 Elementos:

Terra

Está representada em todos os cantinhos do projeto com várias vegetações em vasos, canteiros e um belíssimo jardim vertical. É exatamente a terra que estimula as primeiras sensações.

Água

Criamos um espelho d´água com uma fonte de Buda para estimular os sentimentos e emoções.

Fogo

Reestruturamos a churrasqueira e colocamos um forno de pizza. O fogo estimula a intuição e a ação. 

Ar

Contamos com a ação do vento, responsável por estimular os pensamentos.

Foto: Aline Famá

Na prática, o despertar dos cincos sentidos se traduz com muita facilidade, por meio das características e disposição das plantas.

Visão

As diferentes texturas e cores das vegetações ajudam a criar sensações visuais.

Foto: Aline Famá
Foto: Aline Famá

Tato, Olfato e Paladar

Acrescentamos as ervas aromáticas em vasos num canto especial do projeto. Além de perfumarem o ar, podem ser degustadas e representam um convite permanente ao toque.

Foto: Aline Famá

Audição

O espelho d’água com a fonte do Buda foi o ponto de partida deste projeto. O barulho e movimento da água trouxeram mais vida ao ambiente e zelam por toda a energia que ali circula. A água desperta emoções, trazendo suavidade, calma e equilíbrio aos moradores. 

Foto: Aline Famá

Então… Se, além de estimular o bem-estar e a contemplação, vocês quiserem também despertar os cinco sentidos em seus projetos utilizem: ervas, frutíferas, ornamentais de diferentes cores e texturas, fonte, espelho d’água, pedras e lareira.

Gostaram? Contem para nós. 

Aahhh e mais uma dica importante: se unam e se ajudem. Sem o outro, sem carinho, sem colaboração, sem amizade e sem verdade não chegaremos a lugar algum, se renovem!

A história do jardim – por Chris Lara

Como o storytelling pode te ajudar a conversar com seu público

Quem não gosta de uma boa história? As narrativas são parte da nossa forma de se relacionar com o mundo desde sempre.  Em casa, nas escolas, nos livros, nas telas. O próprio paisagismo tem sua história. Personagens, mudanças na forma de pensar e interagir com o ambiente, diferentes momentos do homem e a sua relação com o jardim.

As histórias marcam. Por isso elas vêm sendo usadas também pelas marcas para dar significado ao seu negócio e se conectar.  Se a técnica de storytelling – traduzido do inglês como narrativa – vem sendo amplamente usada no mundo da publicidade para falar de itens como carro e até mesmo margarina, imagina o que não é possível criar quando falamos em jardins.

A história de um jardim, seja em uma apresentação de projeto ou em um dialogo nas redes sociais, pode ser um convite a um passeio. Ao falar de um jardim, independente do tamanho, falamos de pessoas, experiências e sensações. Não precisa de muito esforço para humanizar um contexto com estes elementos.

Conte a sua história

A história focada na marca, seja ela uma empresa ou pessoa, responde perguntas aparentemente simples: quem é você e como você pode ajudar as pessoas. Seria uma forma de compartilhar “o porquê você se importa”. Uma oportunidade de criar conexão de valores.

A história dos seus projetos

Todo projeto é uma história por si só, que apresenta em seu enredo desafios, desejos e como estes foram solucionados e atendidos. Quando olhamos por essa perspectiva percebemos que a resposta para a pergunta “porque você escolheu aquelas espécies?” pode ir além dos conceitos técnicos, como plantas de sol ou meia-sombra, e render uma boa narrativa.

Por trás da história do jardim

A planta, o gato, o vaso que era da avó, a muda que foi um presente, os momentos que já foram vivenciados e os que ainda estão por vir. Grande parte do trabalho como contadores de histórias vem do saber ouvir com atenção. A reunião de briefing pode te render mais do que anotações no caderno.

Vou te contar uma história!

E para deixar este artigo bem real, te convido para conhecer a minha história. Em cada texto que escrevo para o Papo de Paisagista compartilho um pouco de quem eu sou e da minha forma de enxergar o paisagismo como uma profissão linda e muito importante. Mas desta vez senti que poderia ir um pouco além, me abrir um pouco mais.

Por isso gravei um vídeo contando um pouco da minha história. Falo sobre a minha relação com o paisagismo, como tudo começou e para onde estamos indo. Veja no IGTV do @jardimavista

Como eu acredito que a comunicação é um caminho de mão dupla, caso seja inspirado por esse artigo a contar novas histórias, peço que compartilhe a experiência comigo, me marcando ou enviando por mensagem. Vamos fazer uma rede de histórias de jardins.

Árvores em Espaldeira…no jardim? por Dorothi Bouwman

Um tipo de condução de árvores muito antiga, presente nos jardins formais nos castelos europeus assim como nas propriedades rurais. Nos jardins dos castelos as árvores obedeciam ao desenho retilíneo e eram podadas na altura e largura desejada. Muito comum a beira de caminhos nos arredores do castelo. Além disto no pomar estavam as frutas conduzidas em espaldeira como na “Potager du Roi” (A horta do Rei) do Palácio de Versalhes.

Já nas propriedades rurais o funcional é o que manda, nestes locais não se pensava muito na beleza ou se era chique ter uma espaldeira no jardim. A função principal é de sombreamento plantada na face sul das residências ou para refrescar ambientes onde era fabricado o queijo e a manteiga.

A árvore mais antiga e mais conhecida na Europa para este tipo de condução é a Tilia sp (várias espécies dela são boas para ser conduzidas em espaldeira) da família das Malvaceas.

 Esta arvore tem história e significado, para se ter uma ideia na Holanda uma tília foi plantada quando a princesa real Amália nasceu em 2003. Na Idade Média reuniões e julgamentos eram feitas sob a sombra dela (“judicium sub tília”), daí vem a palavra latina subtilis e no português sutil. Ela também é indicadora de solo fértil, por isso era preservada e valorizada nas áreas rurais e consequentemente utilizada para estas reuniões. Sob uma tília era proibido mentir, por isso ela também foi plantada nas praças para as reuniões e julgamentos. Que tal plantar uma espécie nativa brasileira nas praças com esta mesma função….?

A imagem antiga mostra uma tília na praça da cidade de Eindhoven na Holanda que era usada justamente para este fim.

Voltando às espaldeiras, me empolguei com a história da tilia…

E hoje? Qual a utilidade e a aceitação deste tipo de condução?

Na Europa é muito fácil encontrar a espaldeira nos jardins das cidades e na área rural. As árvores mais utilizadas são as Tilias, alguns tipos de Acer, Platanos, Photinea, Liquidambar, Oliveiras , Carvalhos, árvores do gênero Fagus, Carpinus  além das frutas da família Rosaceae como a Macieira e a Pereira.

E aqui no Brasil nós utilizamos a espaldeira também! Na viticultura a espaldeira é muito comum porque é uma opção mais barata que a condução em latada e a incidência de luz e os tratos culturais são favoráveis neste sistema.

Nos jardins é pouco utilizada por aqui, não temos esta cultura de conduzir arvores desta forma. As nossas árvores são plantadas e crescem livremente sem, ou quase sem, interferência humana. Mesmo assim entendo que as espaldeiras são elementos interessantes dependendo do estilo de jardim, do espaço disponível, da espécie que um cliente quer neste espaço, da função que ela pode exercer. Já tive a oportunidade de fazer um jardim em frente a um parque com arquitetura holandesa, nesta espaldeira utilizei a Photinea x fraseri . As fotos não estão muito boas, mas dá pra ter uma ideia da arquitetura e da condução.

Em países onde ela é muito utilizada elas são vendidas já tutoradas e podadas. A muda já vem pronta, é só continuar a condução ao longo do crescimento.

A espaldeira é funcional e decorativa , veja o que podemos fazer com elas.

PRIVACIDADE E SOMBREAMENTO

FRUTÍFERAS QUE CABEM NO SEU JARDIM

DECORAR UM MURO

MAIS INSPIRAÇÕES

Caso tenha interesse em aprender mais entre com a palavra “Leibomen”( holandês ) ou “Espalier” (inglês ) no Pinterest, tem até dicas de poda e como conduzir.

O que achou? Ultrapassado? Brega? Só para jardim europeu? Artificial?  Prático? Muita manutenção? Lindo? kkk 

Independente da nossa avaliação brasileira, a espaldeira (até rimou) pode ser uma opção e ah….resolver aquele dilema de quando o cliente quer porque quer um plátano em um jardim pequeno!!

Um abraço a todos!!

Bibliografia:

https://www.zeeuwseankers.nl/verhaal/leilindes

http://boerderijtuinen.blogspot.com/2015/12/betekenis-van-de-lindeboom-op-het.html

Plantas em tempo de reclusão – por Lilian Casagrande

E, de repente, todos nós tivemos que ficar em casa. Modificar nossas vidas, evitar sair, evitar encontrar e, principalmente, tocar nas pessoas que gostamos e conviviam conosco.

Fomos obrigados a reparar mais em nós. Em nossos movimentos, nossos corpos, saúde, atitudes, nossas relações com as pessoas e com as coisas materiais – na nossa interação social e na nossa relação com o espaço físico.

E tudo aquilo a que tínhamos acesso fácil, agora já não temos tanto. E assim, aprendemos a valorizar. Valorizar a alegria da convivência, a alegria da observação, a alegria do contato com aquilo tudo que nos fazia tão bem… E, no meio disso tudo, a natureza que nos cercava!

Nunca foi tão importante aprendermos a cuidar do espaço que deveria sempre ser o nosso refúgio, o nosso lugar de escape, de reequilíbrio no final e no começo do dia. O lugar que verdadeiramente nos abriga e nos acolhe – o nosso lar. E como falar em equilíbrio sem a presença de vida, de natureza, daquela energia pura e sutil que é inerente às plantas?

Eu acredito que agora, mais do que nunca, é o momento de valorizarmos e cuidarmos do nosso interior e desse espaço único chamado casa. Porque a nossa casa é a extensão do nosso corpo. Ela acaba por nos refletir. E, num ciclo sem fim, nós a influenciamos e ela nos influencia de volta.

Se você ainda não se conscientizou disso, vou propor um exercício: todos os dias pare por alguns minutos e observe cada cômodo da sua casa. O que você mais valoriza? Do que sente falta? O que você pode modificar para tornar o espaço mais aconchegante e equilibrado? Como está a sua relação com a sua natureza interna e com a natureza da sua casa?

Nós sabemos que as plantas nos trazem inúmeros benefícios, como limpeza de poluentes e umidificação do ar. Mas hoje, diante do cenário que vivemos, eu quero focar naqueles aspectos mais intangíveis relacionados ao bem-estar. A calma, a harmonia, o equilíbrio, a tranquilidade e a alegria. Embora as urban jungles estejam super em alta por intensificarem todos esses efeitos, saiba que não é preciso muito para mudar o astral da sua casa – e o seu também.

Projeto de paisagismo por Catê Poli
Projeto de paisagismo por Anni Verdi

Se você é daquelas pessoas que acham que não tem o dedo verde, vou compartilhar aqui um segredo: tudo na vida é aprendizado, observação e treino! Tudo mesmo, simples assim (até nossos sentimentos e reações diante das situações, viu? Mas esse é assunto para um outro papo, com outros especialistas). E, para qualquer aprendizado, a dica é sempre a mesma: comece com pouco, treine e, quando estiver dominando o assunto ou a habilidade, dê o próximo passo.

Por isso, não importa quanto tempo vai levar, mas tenha as suas plantas, mesmo que sejam poucas! Quanto maior a diversidade, melhor. Isso porque não é só a energia das plantas que nos beneficia, mas percorrer calmamente o olhar por todas elas também nos faz desconectar de tudo e, assim, relaxar, melhorando nossa respiração, nossa concentração, o fluxo de pensamentos, equilibrando a liberação de hormônios de prazer e trazendo diversos benefícios para a nossa saúde.

Não se esqueça de escolher as espécies de acordo com as condições do espaço onde elas vão ficar, mas a composição harmônica entre espécies, cores e materiais dos vasos, cachepôs e restante da decoração é muito importante para estimular nossa visão e, ao mesmo tempo, criar a sensação de aconchego (é preciso tomar cuidado para não gerar excesso de informação e, com isso, provocar um efeito estressante). Buscar uma pequena cartela de cores para os vasos e decoração, ou mesmo apostar em um tema monocromático e optar por variar mais no efeito visual da vegetação costuma ser uma boa estratégia para evitar erros. O contrário também pode ser válido: buscar vegetações com texturas e tons próximos e variar mais nos vasos.

Paisagismo para apartamento alugado, com poucas plantas para facilitar a mudança. Autoria: Lilian Casagrande

Sempre que puder, teste as composições antes de levar para casa. Contar com ajuda profissional é sempre válido, já que nós paisagistas estudamos diariamente para fazer o nosso trabalho atingir o potencial máximo do espaço de acordo com o gosto individual de cada cliente (ou família), adequando o projeto à identidade visual desejada, à facilidade de manutenção de acordo com a rotina de cada um e ensinando os cuidados básicos para você conseguir manter as suas plantas sempre lindas e saudáveis sem dificuldade!

Sempre digo que o trabalho do paisagista vai muito além de colocar vasos e plantas no espaço. Nós criamos áreas de lazer, áreas que proporcionam momentos de relaxamento, de conexão e de união entre pessoas, e também entre pessoas e natureza.

Projeto de paisagismo por Claudia Diamant

Nesse momento de isolamento social, nós continuamos aqui, de coração e braços virtualmente abertos, trabalhando para trazer alívio e conforto para quem precisar. Conseguimos facilmente fazer o nosso trabalho de forma 100% online e existem alguns gardens que estão trabalhando com delivery. Conte conosco e transforme seu lar – e agora, possivelmente, seu espaço de trabalho – em um lugar mais leve e feliz!

O excesso e a falta do mundo digital – por Chris Lara

Mais do que nunca, nesses tempos de quarentena, estamos sendo desafiados a usar a nossa consciência para viver o equilíbrio em todos os aspectos da nossa vida. O digital se mostrou um grande aliado dos negócios e dos empreendedores, que ganharam autonomia para comunicar o seu produto ou serviço. Mas, para quem está do outro lado da tela do celular, o barulho ficou alto demais. Muita gente, querendo falar com muita gente ao mesmo tempo.

Junto com o excesso de informação que nos distrai, consome nosso tempo, ou ainda pior, nos estressa, vem a falta da autenticidade. Na busca frenética para chamar atenção, muitas pessoas acabam gerando cópias ou conteúdos vazios.

Podemos atribuir esta sensação de que o meio digital está saturado à falta de conexão com as mensagens que recebemos. E quando você – na posição de ouvinte – percebe isso, qual seria a sua reação? Cortar essas conexões. Simples assim. E o outro lado, que está mandando a mensagem, precisa saber interpretar esse sinal e se preparar melhor para conquistar o direito de ser ouvido.

Seletividade natural

O futuro é privado. Ele é mais próximo, mais íntimo. O dialogo real, entre consumidores e empresas, será uma escolha da primeira parte. Isso significa que as pessoas escolhem de quem elas querem receber informações e como elas querem que isso aconteça.

Isso muda a lógica de relacionamento e construção de valor na internet. Na prática, significa que apesar de ainda ser coletiva (de 1 para N), ela acontece com apelo individual. Você deve usar os seus canais de comunicação como se estivesse conversando com uma pessoa na sala de estar da casa dela, ou melhor, no jardim.

Então, se você vai aproveitar esse período de isolamento social no mundo físico para explorar um pouco mais o universo digital, vá fundo. Mas vá mais fundo ainda na dose de personalidade que vai usar nessa comunicação. Se pergunte, por exemplo: O que as pessoas com as quais quero me conectar para apresentar o meu trabalho gostariam de ouvir de mim neste momento? Não pense só em atributos do seu portfólio e serviço, mas também em características pessoais suas que podem fazer com que o cliente te escolha. A escolha de um paisagista tem a ver com atributos como segurança, credibilidade, experiência, mas também com afinidade.

Aproveite essa jornada do isolamento para se conectar com sua essência e com o que te trouxe até aqui. A resposta para o seu posicionamento de marca está dentro de você, e não em uma fórmula mágica de lançamento de produto.

Apesar da recessão econômica, os valores irão mudar. A necessidade de contato com a natureza, que já vinha aflorando à medida que o ser humano despertava para uma vida mais verdadeira, vai falar ainda mais alto após confinamento. Mostre que está preparado para fazer esta ponte.

Trazendo o verde pra perto – por Gabi Pileggi

Quando abri o Jardineiro Fiel, há 10 anos atrás, eu tinha uma ideia fixa na minha cabeça: queria atender todo mudo que quisesse ter um verde pra chamar de seu. Não importasse o tamanho e nem a criatividade que eu tivesse que emprenhar para conseguir.

O nome surgiu justamente para não afugentar pessoas que julgam não precisar de um profissional de paisagismo. Muitas pessoas acham que a sua necessidade é algo muito simples e que, portanto, não precisam de especialista.

Mas sabemos que não é bem assim. No fundo a gente precisa de uma pessoa, tenha ela o título que for, para colocar a PLANTA CERTA NO LUGAR CERTO. E fazer com que a experiência de ter um jardim seja a mais prazerosa possível.

Então, nos colocamos – eu e minha mãe (minha sócia até hoje) – como jardineiras prontas para facilitar esse caminho. E acolhemos todos aqueles que tinham esse desejo de ter a natureza mais próxima, ou precisavam de alguém que olhasse com mais carinho para o verde que já possuíam.

Com isso, acabamos ficando conhecidas por alguns como: paisagistas de pequenos espaços, paisagistas de apartamento, jardineiras de bom gosto, especialistas em hortas caseiras, decoradoras de varanda, e várias outras coisas.

No início isso me incomodava, parecia que esses comentários estavam diminuindo o nosso trabalho. E confesso: demorei a entender o que realmente me motivava quando eu projetava um jardim.

Como o passar dos anos comecei a perceber algo importante da minha personalidade:  não gosto de projetar em um papel em branco! Meu papel precisa ter história. Eu preciso entender como as pessoas vivem, quem mora na casa, quem frequenta, o gosto delas, como vai interagir com as plantas… Gosto de ter a sensação que posso melhorar a qualidade de vida dessas pessoas levando um pouco da natureza até eles.

Hoje sei viramos especialistas em JARDINS URBANOS. E falo isso com firmeza, com orgulho.

Com as plantas em altíssima moda (amém!) vários outros nomes já foram criados para isso que a gente vem fazendo, com diversas hashtags, inclusive: #urbanjungle, #plantstyling , #plantdecor, #jardimdeinteriores, #outdoordesign

Posso dizer que o meu objetivo inicial de levar o verde pra todo mundo que quisesse ter um jardim pra chamar de seu vem sendo cumprido, mas com um adendo agora: quero que o verde faça diferença na vida delas.

Tá mais difícil? Fazer o que? É nisso que acredito. E que venham novos apelidos!!!!

Tenho um convite para te fazer: Dia 14 de abril as 19:30 eu e o Rico Adinolfi da Wall Plant somos os convidados do Papo de Paisagista Online, falaremos sobre Plantas na Parede, tanto para profissionais que querem se aprimorar nas técnicas e nos tipos de sistemas, quanto para Amantes da Natureza que querem de forma mais simples ter suas paredes verdes criativas e lindas!!!

Veja como participar clicando aqui e inscreva-se para fazer parte desse Papo que será ao vivo e online, aproveitem!!!

Plantas na Parede – por Juliana Freitas

Falar de jardins verticais é um prazer para mim porque esse é um recurso que já utilizo em meus projetos a muitos anos, fiz minha primeira parede verde em 2007 e desde então estudei muito sobre o assunto, peguei gosto e não parei mais de colocar plantas nas paredes.  Considero os jardins verticais mais uma alternativa que encontrei para tornar tudo mais verde e natural nas cidades e na vida das pessoas !!!

Normalmente uso desse recurso em locais com pouca área permeável como pequenos jardins cercados de muros, áreas de recuos laterais que podem se transformar em verdadeiros corredores verdes, paredes internas que tenham certa relevância em um projeto de arquitetura, muros e fachadas.

No entanto existem infinitas possibilidades de fazer jardins verticais não só pela variedade de sistemas estruturais disponíveis no mercado como também pela nossa criatividade que não tem limites e permite fazermos diversas composições com revestimentos, esculturas, objetos, móveis e até chuveirões como fiz no projeto de um rooftop em SP.

Mas vamos começar do início, como escolher o melhor sistema para o seu caso? Essa não é uma tarefa simples porque cada projeto tem suas características mas, vou listar algumas dicas ou melhor dizendo, elencar coisas importantes que devem ser previstas.

1.Escolha do sistema – para escolher como montar seu jardim vertical você vai precisar estudar se o local tem capacidade para suportar o peso do sistema (lembre-se de verificar com o fabricante a carga considerando estrutura, substrato, plantas e água) e prever drenos para escoamento da água excedente (aquela que não é aproveitada pelas plantas) caso o jardim vertical não esteja em área permeável. Além disso será preciso conhecer as formas de fixação da estrutura escolhida, prevendo inclusive resistência à força de ventos e vibrações das paredes que receberão os jardins.

2. Irrigação – de preferência automatizada para garantir a rega adequada à cada espécie com quantidade de água e frequência corretas e equivalentes a cada tipo de espécie e setor da parede. Muitas vezes é inviável praticar regas manuais tanto por dificuldade de acesso à toda a parede quanto por não conseguirmos eficiência na rega.

3. Espécies vegetais – a escolha das plantas deve ser feita por um especialista que poderá prever o crescimento e “mapear” a parede para um jardim de sucesso. São muitas coisas para pensar como o clima da região, o microclima do local, a insolação (qual a incidência de luz solar, situações de meia- sombra e sombra) a maneira como cada espécie se desenvolve, os efeitos decorativos pretendidos, toxicidade das plantas, necessidade de manutenção e exigência hídrica das espécies que devem estar combinadas para receber a mesma quantidade de água enfim, tantos aspectos técnicos que nada melhor do que confiar essa função a um profissional da área.

Nesse jardim vertical coladinho com a piscina aproveitei para criar uma cascata e abusei das cores na escolha das espécies

4. Manutenção – apesar de ser um tipo de jardim que parece fazer tudo sozinho, mesmo com irrigação automatizada os jardins verticais precisam de manutenções periódicas e independente do sistema utilizado, serão elas que irão garantir a longevidade e a saúde das paredes verdes. Nas manutenções além das podas e limpezas de galhos e folhas secas é importante estar atento à umidade e por isso, fazer constantes alterações no sistema de rega como programações diferentes para cada estação do ano, avaliação dos sensores de umidade e atenção à possíveis falhas do sistema, sempre serão tarefas humanas portanto, não podemos abandonar os jardins mesmo que sejam totalmente automatizados. O mesmo para a adubação que em alguns sistemas é feita de forma manual e outras através de fertirrigação que nada mais é do que injetar adubos líquidos pelo sistema de rega. Claro que tudo isso precisa ser tecnicamente definido e os adubos bem dosados portanto, mais um motivo para que profissionais especialistas ajudem nos cuidados do seu jardim vertical. Sem falar na questão das alturas que muitas vezes os profissionais precisam subir para fazer esse trabalho e com certeza eles estarão mais habilitados e equipados com segurança para executá -lo.

5. Iluminação – iluminar sua parede verde é uma opção que depende do uso do ambiente, nada melhor do que valorizar as plantas com luz e ainda criar ambientes mais aconchegantes para usos noturnos. No caso dos muros e paredes externas, iluminar uma fachada verde valoriza e ainda ajuda na segurança das ruas.

Uma parede verde onde usei apenas 2 espécies criando uma textura interessante ainda mais valorizada pela iluminação – projeto em parceria com a Wall Plant para um restaurante com uso noturno importante.

Acho que falei das premissas básicas para o sucesso de um jardim vertical mas claro que cada projeto é único e tem suas peculiaridades podendo trazer desafios ainda maiores ou não, podendo ser implantados de forma mais simples e prática. Falando em praticidade, é importante que independente do sistema o jardim vertical não se torne um problema futuro, demandando cuidados e atenção que as vezes nem temos para disponibilizar.

Selecionei mais algumas imagens de projetos onde fiz uso desse recurso de plantas na parede,  espero que gostem e sirvam de inspirações.

Ambiente de spa com cascata e combinação de cores com o entorno (espaço gourmet).
Jardim vertical de 15m de altura que fiz para a sede de uma empresa em SP – Biofilia em ambientes comerciais

Ah, faltou contar para vcs que em visita ao jardim vertical do Musée Du Quai Branly de Paris, tive a oportunidade e honra de conversar pessoalmente com Patrick Blanc o precursor em jardins verticais no mundo, o que me fez olhar para o tema com outros olhos e me apaixonar ainda mais por essa técnica paisagística.

Imagem do dia que conversei com Patrick Blanc, nosso grupo de paisagistas aguardando a chegada do artista.

E para quem não quer fazer um jardim vertical tão complexo e profissional e mesmo assim quer colocar plantas nas paredes? Veja algumas referencias criativas que podem ser boas formas de trazer a natureza para perto e para as alturas…

Vergalhões de ferro com vasos de barro encaixados – fonte via Pinterest
Prateleira divertida em formato de cacto com plantas apoiadas e penduradas – fonte via Pinterest
Nichos de madeira em formato colmeia com plantas apoiadas – fonte via Pinterest

Quer saber mais sobre esse assunto? Tenho um convite para te fazer:

Dia 14 de abril as 19:30hs a Gabi Pileggi da Jardineiro Fiel e o Rico Adinolfi da Wall Plant estarão no Papo de Paisagista Online mostrando mais sobre plantas na parede. Eles vão falar tanto para os profissionais que querem se aprimorar nas técnicas e nos tipos de sistemas, quanto para os Amantes da Natureza que querem de forma mais simples ter suas paredes verdes criativas e lindas !!!

Veja como participar clicando aqui e inscreva-se para fazer parte desse Papo que será ao vivo e online, aproveitem !!!

Coliving: a inovação no jeito de viver – por Chris Lara

Você já ouviu falar em coliving?  Um novo conceito de moradia compartilhada que representa uma mudança significativa na maneira de pensar o morar e o viver nas grandes cidades.

No passado recente, a norma social era trabalhar duro e comprar a casa ou apartamento dos sonhos. Mas a sociedade está passando por muitas mudanças e, embora o conceito de compartilhamento não seja uma ideia nova, ele vem ganhando força e ajudando a derrubar comportamentos padrões, como o sonho do carro e da casa própria.

O coliving pode ser considerado uma evolução dos projetos de unidades habitacionais que compartilham determinadas áreas comuns, como lavanderias, espaços de lazer e serviços. Os apartamentos ficam ainda mais compactos, com projetos que podem ir de 30 até 2m² – este último chamado também de cápsula. Enquanto as áreas compartilhadas são projetadas para suprir o que foi tirado do ambiente individual. Mas a ideia de compartilhamento vai muito além do físico.

O movimento tem como valores conceitos como: pertencimento a uma comunidade, conveniência e economia. A conexão dos moradores em torno de um interesse comum, de querer aprender e crescer com as pessoas com as quais se cercam, também é levado em conta. E este conceito não é só para a turma jovem, que parece já programada para a era do compartilhamento, vale também para idosos, que passam a buscar uma forma mais inclusiva de viver a nova idade.

Outro aspecto é a valorização do impacto ambiental positivo a partir do compartilhamento de recursos e redução de custos. Afinal, um dos grandes problemas que este modelo de moradia vem resolver é a dificuldade das pessoas de se manterem morando em regiões centrais, em função do alto custo do m² e das dificuldades de mobilidade nos grandes centros.

Seja para estarem mais perto do trabalho ou por acreditar que o mundo colaborativo é mais justo e sustentável, todas as mudanças na forma de viver impactam em uma vasta cadeia de fornecedores de produtos e serviços. Afinal, quando a interação do indivíduo com o ambiente muda, surgem novas oportunidades e desafios.

O coliving é sem dúvida uma oportunidade para fortalecer o papel do paisagismo na idealização de ambientes pensados para os novos tempos. Uma forma de viver mais coletiva, mais leve, que quer ter menos coisas. Com espaços de estar especialmente projetados para inspirar a interação e o compartilhamento de experiências. É impossível pensar em ambientes com esse fim sem lembrar jardins, hortas, pátios e muito verde. Bem vindo à nova era do paisagismo. Uma era que pede novas paisagens.

Se você gosta de acompanhar as mudanças de mercado que impactam o paisagismo, vai gostar de ler também o artigo “Uma profissão para os nossos tempos”.

5 Jardins Espetaculares – por Vitoria Davies

Sabe aqueles jardins que você vê na Internet ou visita e que você nunca mais esquece? Se alguém te pede para citar jardins que te impressionaram, são os que vêm à mente?

Vou me deter em apenas cinco dos que constam na minha lista de “especiais”, respeitando o espaço deste blog. Obviamente a lista é bem mais ampla e inclui jardins de todos os estilos…

1.HILGARD GARDEN– Mary Barensfeld (https://barensfeld.com)

A arquiteta paisagista americana Mary Barensfeld, extensamente premiada por seus trabalhos em arquitetura, arquitetura paisagísta e urbanismo, atua na Califórnia e na Pensilvânia.

No trecho do terreno em aclive acentuado, Barensfeld evitou ocupar espaço com o convencional uso de escadas criando muros de concreto angulares que sustentam os vários níveis, com um deck no topo e uma rampa sinuosa que dá acesso a cada um deles.

Foto: Joe Fletcher Photography
A divisória em aço corten marca o limite do terreno e serve ao mesmo tempo como jardineira para bambus.
Foto: Joe Fletcher Photography
Combinação perfeita de materiais: madeira, cimento e aço corten
Foto: Joe Fletcher Photography
O deck no patamar mais alto permite reclusão e tranquilidade.
Foto: Joe Fletcher Photography
Foto: Joe Fletcher Photography
A iluminação destaca o zigue-zague na estrutura dos vários níveis.
Foto: Joe Fletcher Photography

2. BROUGHTON GRANGE – Tom Stuart-Smith (1960 – ) (http://www.tomstuartsmith.co.uk)

O renomado paisagista britânico Tom Stuart-Smith participou de vários Chelsea Flower Shows; em oito deles foi premiado com medalha de ouro e, em três deles, venceu na categoria “Best in Show”.

O parterre criado por ele em Broughton Grange com formas orgânicas é deslumbrante, em contraste com os parterres tradicionais em jardins formais. Quando os canteiros delimitados pelas cercas-vivas baixas se enchem de tulipas, o resultado é realmente sensacional. Na realidade, são como vários jardins em um, com diferentes espécies usadas dependendo da estação. E mesmo no inverno, com os canteiros nus, as formas orgânicas cobertas de neve sobressaem espetacularmente.

Via Google
Via Google
Via Pinterest
Com os canteiros nus, as formas orgânicas cobertas de neve sobressaem espetacularmente. Via Pinterest.

3.  CELLS OF LIFE – Charles Jencks (1939-2019) (https://www.charlesjencks.com)

Charles Jencks foi um renomado teórico cultural, historiador da arquitetura e paisagista. Nascido nos Estados Unidos, mais tarde estabeleceu-se no Reino Unido e se tornou um influente arquiteto paisagista na Grã-Bretanha. Inspirava-se na genética, nos buracos negros, na teoria do caos e em ondas.

Cells of Life (Células da Vida), em Jupiter Artland, nos arredores de Edimburgo, é sua interpretação paisagística do processo de mitose, em que uma célula se divide em duas outras células. Os oito relevos, com um caminho ligando-os, cercam quatro lagos e celebram a célula como a base da vida.  

Via Google
Via Google
Via Google

4. HOFU CREMATORIUM – Shunmyo Masuno (1953 – )

O japonês Shunmyo Masuno é o mais importante paisagista Zen do mundo, além de monge Zen, professor na Universidade Tama Art e fundador da empresa Japan Landscape Consultants Ltd., responsável por numerosos projetos no seu país e no exterior.

Segundo Masuno, “o jardim é um lugar especial no qual a mente habita”; os jardins Zen devem recriar um “cenário natural”, uma versão em miniatura do mundo, e acalmar a mente e a alma. No jardim criado para o crematório na cidade de Hofu, Japão – premiado pelo A’ Design Award em 2016 na categoria Planejamento Paisagístico e Paisagismo – o trecho ao fundo representa o além, e o arranjo de pedras, suas montanhas distantes. A área verde, orgânica na frente representa esta vida. A areia branca no trecho central simboliza a divisão entre esta vida e o além.

Via Pinterest
Fonte: adesignaward.com
Fonte: adesignaward.com

5. GM GARDEN – Alex Hanazaki (https://www.hanazaki.com.br)

Foi difícil escolher apenas um jardim espetacular daquele que considero o maior paisagista brasileiro da atualidade. Hanazaki é realmente genial, no verdadeiro sentido da palavra. O GM Garden, que o paisagista diz ter se resumido a “grama e enxada”, atesta sua genialidade. Foi um projeto desafiante para o paisagista – um jardim residencial de quase 9.000 m2, com as seguintes exigências do cliente: a) que fosse de baixa manutenção, e b) ele não queria gastar dinheiro… Tendo que fazer o paisagismo de uma grande área e com baixo orçamento, Hanazaki resolveu “brincar de cavar a terra” e criar vários patamares, limitando-se a usar grama e capins-do-Texas, ambos de baixo custo.

Ele afirma que não sabe por que fez aquele buraco, mas que acabou sendo um elemento que preencheu aquele espaço e proporcionou uma vista, basicamente usando grama e enxada… Ironicamente, apesar de ter sido o jardim com o menor orçamento que já fez, é o mais reconhecido mundialmente: ganhou todos os prêmios no segmento residencial, nas Associações mais importantes do mundo, e apareceu em mais de 80 publicações, entre nacionais e internacionais.

Limitado pelo orçamento, Hanazaki utilizou apenas grama e enxada para criar um design espetacular: uma grande depressão ligada ao resto por uma ponte e que, além de preencher o espaço, proporcionou uma belíssima vista.
Foto: Beto Riginik
Foto: Beto Riginik
Vista da piscina.
Foto: Beto Riginik
Foto: Beto Riginik

Hanazaki diz que “Sempre o meu maior desafio quando desenvolvo um produto é sair do óbvio”. Esse é um dos seus muitos jardins que são exemplos máximos disso…

Paisagismo, Arte e Fotografia – por Tereza Goulart

Num mergulho pela arte passando por jardins, esculturas, pinturas e fotografias; posso observar a cada dia mais como as paletas de cores, os movimentos dos traços e os detalhes da arte se misturam com o paisagismo.         

A linguagem da natureza está intimamente ligada aos poetas, pintores, arquitetos e fotógrafos.

De repente, me vejo no jardim do Instituto Casa Roberto Marinho, projetado cuidadosamente pelo mestre Roberto Burle Marx, onde vários artistas são convidados à se inspirar nas curvas, cores, levezas e resistência da natureza presente nos jardins para criarem uma linda mostra intitulada “O jardim”. 

No Museu da República (museu inaugurado 1867) que teve seu jardins projetados primeiramente pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou a exposição de Patricia D’Angello traz uma beleza de cores, detalhes, enfrentamentos críticos de forma alegre e delicada.

Algumas obras abaixo seguirão como um convite ao passeio e meditação por ambos jardins e suas obras.

“Num galho de tronco retorcido pode residir uma força plástica oculta”
(Márcia Mello e Paulo Venâncio Filho)
Obra: Frans Krajcberg
Jardim do Edem – retratado por Patricia D’Angello – com toda força das cores, prazeres, alegria e dor.

Você se vê refletido na imagem. E o que se pode esperar desse reflexo? 

Nem tudo são flores – Patricia D’Angello
A sutileza da construção de uma floresta em forma de pequenas placas de ferro delicadamente corroídas, trazendo uma gigantesca diversidade de espécies botânicas.
Obra : Hilal Sami Hilal
A sutileza da construção de uma floresta em forma de pequenas placas de ferro delicadamente corroídas, trazendo uma gigantesca diversidade de espécies botânicas.
Obra : Hilal Sami Hilal
Enquanto passamos pelos jardins somos água, flor , vida , pássaros…
Obra: Vânia Mignone
Árvores de uma natureza construída a partir das digitais do seu criado.
Obra: Eduardo Salvatore
Nessa mistura de tons pastéis de mais uma obra de Patricia D’Angello deixo aberto à todos as possibilidades de viajarem nos encantos dos jardins.