Coliving: a inovação no jeito de viver – por Chris Lara

Você já ouviu falar em coliving?  Um novo conceito de moradia compartilhada que representa uma mudança significativa na maneira de pensar o morar e o viver nas grandes cidades.

No passado recente, a norma social era trabalhar duro e comprar a casa ou apartamento dos sonhos. Mas a sociedade está passando por muitas mudanças e, embora o conceito de compartilhamento não seja uma ideia nova, ele vem ganhando força e ajudando a derrubar comportamentos padrões, como o sonho do carro e da casa própria.

O coliving pode ser considerado uma evolução dos projetos de unidades habitacionais que compartilham determinadas áreas comuns, como lavanderias, espaços de lazer e serviços. Os apartamentos ficam ainda mais compactos, com projetos que podem ir de 30 até 2m² – este último chamado também de cápsula. Enquanto as áreas compartilhadas são projetadas para suprir o que foi tirado do ambiente individual. Mas a ideia de compartilhamento vai muito além do físico.

O movimento tem como valores conceitos como: pertencimento a uma comunidade, conveniência e economia. A conexão dos moradores em torno de um interesse comum, de querer aprender e crescer com as pessoas com as quais se cercam, também é levado em conta. E este conceito não é só para a turma jovem, que parece já programada para a era do compartilhamento, vale também para idosos, que passam a buscar uma forma mais inclusiva de viver a nova idade.

Outro aspecto é a valorização do impacto ambiental positivo a partir do compartilhamento de recursos e redução de custos. Afinal, um dos grandes problemas que este modelo de moradia vem resolver é a dificuldade das pessoas de se manterem morando em regiões centrais, em função do alto custo do m² e das dificuldades de mobilidade nos grandes centros.

Seja para estarem mais perto do trabalho ou por acreditar que o mundo colaborativo é mais justo e sustentável, todas as mudanças na forma de viver impactam em uma vasta cadeia de fornecedores de produtos e serviços. Afinal, quando a interação do indivíduo com o ambiente muda, surgem novas oportunidades e desafios.

O coliving é sem dúvida uma oportunidade para fortalecer o papel do paisagismo na idealização de ambientes pensados para os novos tempos. Uma forma de viver mais coletiva, mais leve, que quer ter menos coisas. Com espaços de estar especialmente projetados para inspirar a interação e o compartilhamento de experiências. É impossível pensar em ambientes com esse fim sem lembrar jardins, hortas, pátios e muito verde. Bem vindo à nova era do paisagismo. Uma era que pede novas paisagens.

Se você gosta de acompanhar as mudanças de mercado que impactam o paisagismo, vai gostar de ler também o artigo “Uma profissão para os nossos tempos”.

Deixe uma resposta