Antes de planejar o processo de adubação de frutíferas, é importante entender melhor qual a função um adubo exerce nestas árvores.

Os diferentes tipos de fertilizantes no mercado apresentarão diferentes formulações e disponibilidade de nutrientes de acordo com a linha e o propósito com que foram criados. No entanto, em geral, todos eles possuem os três principais macronutrientes necessários ao desenvolvimento vegetal: nitrogênio, fósforo e potássio, o conhecido trio NPK.

Ter em mente estes três elementos ajuda a memorizar suas funções e as necessidades que as frutíferas apresentam quando os associamos aos diferentes estágios de desenvolvimento das plantas. É importante levar isso em consideração não só pelas carências da planta, mas também pelos excessos.

Durante a fase de enraizamento, por exemplo, um fertilizante muito rico em nitrogênio pode ser tóxico. Neste post vamos falar mais sobre esse processo, explicando o passo a passo e esclarecendo as principais dúvidas sobre o tema. Continue lendo!

Adubação de frutíferas em fases

Como foi exemplificado no início, o mais importante não é tanto diferenciar entre espécies de plantas e quais diferentes formulações específicas poderiam atender melhor cada uma, e sim qual fórmula (pensando nas concentrações de N, P e K) é mais adequada a qual estágio de desenvolvimento da árvore.

Durante as fases iniciais o fósforo tem um papel crucial pois é ele o maior responsável pelo enraizamento. Já nas fases intermediárias de crescimento vegetativo, o nitrogênio passa a ter um papel mais preponderante pois contribui com a formação da folhagem e ramos da árvore.

Por fim, quando a frutífera começa a atingir o objetivo geralmente perseguido por quem a planta, ou seja, dar frutos, é o potássio que passará a ser o ator mais importante.

Em resumo o melhor é utilizar um fertilizante mais concentrado em fósforo nos momentos iniciais de plantio ou transplante da muda, um mais concentrado em nitrogênio quando a planta já for um pouco maior e tiver deixado de ser uma muda, e por último um adubo com um pouco mais de potássio quando as flores já estão desabrochadas e começam a ser polinizadas.

Aposte no equilíbrio de nutrientes

Vale lembrar que esse esquema é apenas uma orientação geral e não uma regra fixa. Afinal, os três elementos são importantes em todas as fases de vida de uma árvore, mesmo que em concentrações diferentes. Desse modo, é importante sempre manter uma adubação bem equilibrada em todos os momentos de vida de uma planta, ainda que seja válido, dependendo do caso, dar um “empurrãozinho” com as recomendações citadas acima.

Isso não só pode levar a um excesso em algum dos nutrientes, como também a uma falta em outros. O organismo vegetal, através de diversos processos químicos que ocorrem dentro de suas células e tecidos, se esforçará para que se aproxime tanto quanto possível de um equilíbrio que favoreça sua sobrevivência; logo, um excesso de um nutriente pode acabar ocasionando a falta de outro por um problema de desproporção entre eles.

Tipos de adubação de frutíferas

Os três principais tipos de adubação de frutíferas são: a adubação orgânica, ou inorgânica ou química e a organomineral.

Adubação orgânica

Os produtos orgânicos, por sua própria natureza, tendem a ser mais equilibrados em todos os nutrientes e apresentam poucas diferenças em suas fórmulas, podendo ser aplicados igualmente em qualquer momento da vida da planta.

Desse modo, a adubação orgânica permite que a pessoa que cuida da árvore não precise se preocupar tanto com o risco de intoxicar a planta por excesso de algum nutriente sendo necessário apenas seguir as boas e velhas práticas de usar a dosagem recomendada.

Na adubação orgânica, destaca-se o bokashi, um adubo composto principalmente de matéria orgânica, contendo uma série de microrganismos que são responsáveis por metabolizar as moléculas das diferentes fontes presentes no adubo e assim disponibilizar os nutrientes nelas presentes para as plantas.

Adubação inorgânica ou química

Nesse modelo, é recomendado ter mais cuidado na hora de escolher as formulações do adubo que será utilizado. Com isso, embora possa parecer mais complicado ou arriscado, a maior precisão na concentração de nutrientes devido à origem industrial dos produtos facilita a geração de diferentes resultados segundo diferentes preferências, além de ajudar a corrigir falhas devido ao excesso ou falta de algum nutriente específico.

Desse modo, o controle que temos quando usamos adubos inorgânicos é bem maior, o que pode ser visto como uma problemática para quem não gostaria de ter muito trabalho.

Além disso, para se obter os melhores resultados com a adubação inorgânica em geral é preciso um bom conhecimento técnico em fisiologia vegetal, o que naturalmente não são todas as pessoas que têm.

Adubação organomineral

E por fim, mas não menos importante, este tipo de adubo é, como o próprio nome diz, resultado de uma mistura entre uma fração orgânica e outra inorgânica para formar um adubo que reúne características dos outros dois tipos. Essa mistura permite um melhor aproveitamento dos nutrientes presentes no fertilizante com uma eficácia maior.

O maior equilíbrio de nutrientes e a liberação lenta, ou seja, que dura por mais tempo, presentes no adubo orgânico, somam-se à alta eficácia devido à concentração maior e controlada de NPK encontrada nos inorgânicos.

Logo, com esse tipo de adubo tem-se resultados mais rápidos, porém sem as perdas que ocorrem na adubação inorgânica mencionadas acima.

Para além da adubação: o solo no momento do plantio

Quando plantamos árvores no solo, costumamos cavar um buraco que é comumente chamado de cova ou berço, atingindo alguns bons centímetros de profundidade.

Ao se revolver o solo a este nível, em geral atingimos uma camada já consideravelmente mais pobre em nutrientes e principalmente em matéria orgânica e microrganismos. Sendo a primeira também uma importante fonte de nutrientes e os segundos, os principais responsáveis por disponibilizá-los às plantas.

Além disso, o solo provavelmente se encontra muito ácido neste ponto, prejudicando o desenvolvimento sadio da árvore. Por isso, é importante realizar uma correção do pH deste solo, e para isso a Biomix desenvolveu seu Condicionador de Solo Orgânico, que além de regular a acidez, repõe nutrientes e vida à terra devido a seu alto teor de matéria orgânica.

Para isso, basta misturar o produto à terra removida que será recolocada no berço após o plantio. Essa ação, por mais que pareça de pouca importância, tem efeitos muito benéficos para o organismo vegetal no longo prazo e permitem que ele se desenvolva com mais saúde e vigor, o que por sua vez se traduzirá em uma árvore mais bela e com mais frutos.

Por fim, com isso, acreditamos ter resumido as dicas mais importantes para se plantar e manter uma árvore frutífera sadia e produtiva por longos anos, seja em um vaso num jardim de inverno, seja no solo do quintal ou no jardim de sua casa de campo.

Vale reforçar que o ideal é adubar nas épocas mais quentes e chuvosas para um melhor aproveitamento do adubo por parte das plantas, sempre seguindo as dosagens e instruções de uso do fabricante.

Se você se interessou por este assunto, separamos alguns vídeos da Biomix sobre adubação de frutíferas:

Faça bom proveito e boa colheita!

Compartilhe este conteúdo com seus amigos:

Artigos Relacionados

Deixe aqui seu comentário!